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sexta-feira, 15 de abril de 2016

Como se Preparar Bem para um Concurso Público para Professores

Os concursos públicos vêm atraindo um número cada vez maior de candidatos, que geralmente buscam a estabilidade financeira e os salários atraentes de determinados cargos. Em um universo acadêmico em que a formação anual de mestres e doutores é maior que a demanda e a capacidade de absorção destes profissionais pelo mercado de trabalho, o concurso público é visto pela maioria dos mestres e doutores como o único destino possível.
Desta forma, assim como nos concursos públicos para outras áreas, a aprovação em concursos públicos para professor universitário se torna cada vez mais difícil, com mais candidatos a cada uma das vagas disponíveis e com candidatos mais bem preparados também.
Nesse sentido, listamos algumas dicas para você se preparar para os concursos públicos para docente do ensino superior:

1. ESTUDE

Você pode achar que esta dica seja um exemplo típico do óbvio ululante, mas não é. Muita gente vai completamente despreparada para os concursos. Se você é professor em uma faculdade particular ou então trabalha em alguma empresa, terá ainda uma dificuldade adicional: tempo. Será necessário se organizar de forma ainda mais eficiente para conseguir horários para estudar. Provavelmente terá que sacrificar horas de sono e finais de semana.
Não acredite naquele seu amigo que te disse que foi aprovado no concurso sem estudar. Ele pode ter tido sorte, pode ser um gênio ou pode estar mentindo para você. E em qualquer um destes casos, pode ser que isso não seja aplicável a você.
E atenção: apenas separar textos para ler não é estudar. Recortar e colar trechos de vários textos em um editor de texto de sua preferência não é estudar. Ler não é estudar.
2. ESTUDE O EDITAL COMO SE ELE FOSSE PARTE DA PROVA
Reza o consagrado aforismo que “o edital é a lei do concurso público“, ou seja, todos os atos que regem um concurso público devem constar no edital. Muitos candidatos são desclassificados ou perdem pontos preciosos por não terem se atentado a detalhes do edital.
Como será a prova escrita? Como será a comprovação dos documentos da prova de títulos? Como deverá ser elaborado a defesa do memorial? Em quais situações um candidato será eliminado?
Cada concurso público para professor universitário é único e possui suas próprias regras, de forma que os procedimentos realizados em um determinado concurso podem não servir em outro concurso.
Por isso, leia com atenção cada detalhe do edital e reflita sobre o que cada um dos itens irá impactar na sua preparação e na realização das provas.

3. ESTUDE O CURRÍCULO DOS PROFESSORES DA BANCA

Ao invés de perder seu tempo xeretando os currículos dos seus concorrentes na Plataforma Lattes (eu sei que isso é MUITO tentador, mas não faça!), estude com cuidado o currículo dos professores da banca.
Repare nas linhas de pesquisa que eles trabalham, procure ler alguns de seus trabalhos publicados, tente entender as opiniões dos seus avaliadores.
Em várias áreas existem correntes de pensamentos divergentes; soluções diferentes para se resolver um mesmo problema; tecnologias ou políticas completamente opostas.
E você há de concordar que corrigir uma prova escrita, uma prova didática ou uma defesa de material é algo muito subjetivo. Muitas vezes, a “resposta certa” é aquela que o avaliador quer ouvir e pode não ser a única resposta para determinado problema.
Isso pode parecer um pouco frustrante, mas lembre-se que neste momento você está tentando ser aprovado no concurso. Mudar o sistema é algo que você precisa deixar para depois da nomeação.

4. VÁ PARA O CONCURSO COM TUDO PRONTO

Alguns candidatos de concurso público para docente do ensino superior simplesmente se levantam e vão embora após o sorteio do tema, pois “não caiu” o tema que eles dominavam.
Se o concurso tiver dez temas, vá com dez textos prontos, na “ponta da língua”, e com dez aulas prontas e estudadas. Com o aumento da concorrência e da qualidade da concorrência, não existe mais lugar para o improviso.
Dê atenção especial aos temas que você tem maior dificuldade, mas não caia na cilada de se dedicar pouco aos temas que possui maior segurança.
Faça um roteiro com as palavras-chave para orientar a redação do seu texto. Em algumas áreas os professores da banca são muito sensíveis a citações e referências bibliográficas. Assim, elabore uma estratégia para cada tema.
Se o concurso tiver também uma defesa de memorial, leve-o pronto também. Aliás, este é um item que você não precisa esperar surgir um concurso para começar a elaborar. 

5. KEEP CALM AND GET APPROVED

Manter-se calmo durante as provas já representa por si só uma boa parte das chances de sucesso no concurso.
Não é raro ver pessoas com maior preparo, bagagem ou conhecimento serem eliminadas por causa do nervosismo. Geralmente a cobrança (própria e dos demais) é proporcional ao tamanho do currículo ou à experiência do candidato.
Por isso, não se intimide se não for o candidato com o maior currículo. E aprenda a administrar a pressão se o for.

6. LEVE TODOS OS COMPROVANTES DO SEU CURRÍCULO

Como devo comprovar os resumos publicados em congresso? E a experiência profissional? Para comprovar o artigo, a primeira página é o suficiente ou é preciso o artigo na íntegra?
Recebemos aqui no blog vários e-mails com estas dúvidas, mas a resposta é uma só: “o edital é a lei do concurso público” (lembra?). Cada concurso possui suas regras e os procedimentos de um concurso não servem necessariamente para outro.
Mas o problema é que nem sempre o edital é claro. Muitas vezes a redação de determinado item do edital deixe margem à interpretação e, nesse caso, você ficará sujeito aos caprichos da banca.
Em um grande concurso público para professor universitário realizado no ano passado, os resumos expandidos de congresso publicados unicamente em meio digital precisavam ser comprovados, acreditem, com a verificação dos CD-ROMs pelo membro da banca da prova de títulos. Isso mesmo, em um concurso com mais de dois mil inscritos eles tiveram o capricho de abrir o CD-ROM de cada resumo expandido. Imaginem quanto tempo durou…
Por isso, leve tudo para a prova de títulos: textos na íntegra, certificados de participação, CD-ROMs (!?), livros publicados, etc. É melhor ter em mãos comprovantes que talvez não sejam necessários, que perder pontos por falta de comprovação.
Tenha em mente que na classificação final dos candidatos, a diferença entre os aprovados e os classificados às vezes são de apenas décimos.

7. DIFERENCIE-SE DOS DEMAIS CANDIDATOS

Quando mais específicos são os temas do concurso, maiores são as chances de que a maioria dos candidatos utilize as mesmas referências, os mesmos tipos de abordagem, as mesmas linhas de raciocínio. Neste caso, é preciso ressaltar o significado da palavra “concurso”: ato em que muitos concorrentes disputam entre si um prêmio ou um emprego; competição.
Ou seja, não basta ser apenas bom ou apresentar “a resposta correta”. Você precisa ser melhor que seus concorrentes.
A sua estratégia deverá respeitar as características da sua área, do seu perfil e do perfil da banca (item 3 desta lista). Por exemplo, em áreas tecnológicas, com maior frequência de atualizações, a citação de artigos e/ou de informações recentes, além dos conceitos básicos encontrados nos livros, pode ser um diferencial.
Na prova didática, ao invés de entregar apenas o plano de ensino grampeado, coloque-o em uma pasta, junto com os slides da aula (se houver), com alguns exercícios ou atividades extraclasse e com artigos como recomendação de leitura sobre o tema.
Ao planejar seus textos e suas aulas (item 4 desta lista), pergunte-se a cada tema: qual será o meu diferencial neste texto ou nesta aula? O que é que vai me destacar dos demais?

8. NÃO TENHA MEDO DE UTILIZAR OS RECURSOS

A sua banca avaliadora possui um professor que foi orientador de um concorrente seu? Algum item do edital não foi respeitado? Não concorda com a sua nota?
Não tenha medo de impetrar um recurso. Essa estratégia, de modo geral, é mais utilizada por concurseiros mais experientes, que viram em outros concursos seus concorrentes conseguirem pontos por meio dos recursos.
Saiba que a maioria das instituições prefere resolver seus problemas administrativamente (internamente) do que na justiça comum, via mandados de segurança.
Mas o recurso administrativo não é um instrumento para você desabafar ou expor suas frustações. Seja educado e formal.
No mundo dos recursos administrativos, duas características são fundamentais: ser objetivo e ser bem fundamentado.
Fonte: http://posgraduando.com/

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